Hooked on Aerobics!


Se você é daqueles que é todo bissinha ou toda hipsterzinha a respeito dos anos oitenta e não está fazendo aeróbica ( e destruindo suas patellas no processo ), você não merece estar respirando.  Simple as that, babies... Se você quer ser eighties, pode botar o leotard de lycra brillant, pode colocar as polainas, e pega o disquinho que vendia na banca.  She's a KNOCKOUT, baby!!!*




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* obscuríssima referência ao filme "Aerobicide"

1961: quando descobriram que sabonetes são professores de macheza



Esse é um dos típicos filmes de engenharia social que os norte-americanos tanto valorizavam e consumiam.  Havia de tudo nesses filmes, de cuidar dos vizinhos a tomar banho.  Aprendam o valor do banho nesse VERY ODD filme.

BBB: uma resposta pra Boni.



 Recentemente José Bonifácio de Oliveira, o ex-todo-poderoso da Rede Globo também conhecido como Boni, deu uma entrevista na qual, entre muitas pérolas (daquelas que só alguém com tanto tempo de meandros da telecomunicação poderia ter) largou um verdadeiro "peido alemão" pra quem gosta de Big Brother.  Disse, com amor não tanto paternal mas de quem emprestou o nome ao filho, que o Big Brother Brasil seria o melhor Big Brother do mundo pois o seu Boninho havia o feito tal.  Não entrarei nos méritos de poder hereditário nas Organizações Globo, pois essas são empresas privadas e fazem o que bem querem com seu staff em termos de criação e tais.  O que me incomoda é uma declaração tão ERRADA ganhar graus de verdade absoluta apenas por Boni tê-la proferido.  O Big Brother brasileiro, tomado por Júnior de maneira tão mimada e absolutista, não chega perto dos programas de outros países.  É óbvio que falamos aqui de qualidade televisíaca, narrativa, imagem, escolha e honestidade e não de audiência, pois é sabido e estudado que há uma correlação entre popularização/popularesquização e sensacionalismo na TV mundial.

O Loft Story francês é jogado entre intelectuais e universitários, e tem como tarefas debates e produções de vídeos e textos.  O Big Brother UK, também tornado mais popularesco com o passar dos anos, continua com sua espinha dorsal sendo os experimentos sociológicos e psicológicos por trás do jogo.  O americano, que não utiliza a audiência para votar em quem fica ou quem sai, é muito mais entretenimento do que reality show per se.  Também, como a maior parte do entretenimento estadunidadense, prefere mostrar a narrativa ao invés do desenvolvimento pessoal dos participantes.  O indiano é mais focado em sua própria identidade como país, já que por regra cada participante precisa vir de uma região diferente, e eles focam a maior parte das tarefas em elementos culturais a todos os indianos.  O Big Brother Africa procura trazer a união africana, com participantes de vários países sendo colocados como uma grande nação (leis, dinheiro próprio, etc.)  Na maior parte destes mencionados (e nos escandinavos e europeus não-latinos) a beleza é o último conceito analisado.

Vemos que temos quase tudo ao contrário no espetáculo BBB. Temos o mesmo molde básico todo ano (as casas quase idênticas todo ano), os mesmos tipos ( o negão, as periguetchens, as bibas, a doidinha, o esquisito, a negona...), os mesmos tropos (redençãO, combate às estereotipias, vitória do pobrinho massacrado, sexy mas não sexo, etc.).  E temos a casa mais POROSA do mundo inteiro, onde informação entra e sai.  Não há isolamento na casa de Boninho, pois há muito deixou de ser casa para tornar-se palco.  Por isso, Boni, orgulhe-se de seu trabalho como um todo, menos da sua decisão de deixar um dos seus trabalhos na mão de outro, que só deu trabalho.

(by pedro tapajós)

crédito da foto : abertura do big brother uk 8

Perfume "Tocaia".... vc compraria?

 Em inglês, Ambush quer dizer Tocaia.  E aí? o que esperar de um cheirinho de tocaia?

Show raro do Smashing Pumpkins (1993)

 

Smashing Pumpkins @ Pukkelpop Festival - 1993-08-28 (August 28, 1993)

set list --> 01. Rocket 02. Quiet 03. Today 04. Siva 05. Disarm 06. Geek U.S.A. 07. Soma 08. I Am One 09. Cherub Rock 10. Silverfuck




source:http://www.archive.org/details/tsp1993-08-28.shn

Big Brother: a importância do tabuleiro (parte 2)

O Big Brother é essencialmente um jogo háptico, isto é, um jogo onde o posicionamento e a espacialização são dois grandes eixos significativos.  O jogador está em um espaço, percebendo-se sendo percebido por todos os lados, e joga, imaginando como ele ou ela será cartografado no imaginário pela edição e pelo clamor popular.   O estar na casa agrega o valor cotidiano (o viver cada dia) a um viver midiático -- "como estou me mostrando e como estou sendo percebido?"

Um elemento extremamente significativo é a montagem da casa enquanto cenário-máquina.  Que fluxos estaria essa casa-máquina a pré-significar e o que isso representa na montagem do jogo?  Iniciemos com a mais familiar a nós.  A casa brasileira é uma casa que em geral se mantem fixa.  É um simulacro de casa, pois tem uma sala, uma cozinha, quartos, banheiros, jardim, e piscina. Recentemente montou-se uma segunda casa, que no máximo da ousadia ficou encrustada dentro da primeira.  Com exceção de quartos temáticos, temos uma máquina de morar, que tenta enganar o jogador com uma falsa promessa de naturalidade.  Esse cenário convida o jogador a se sentir em casa e "ser quem ele é".   Seria mais eficaz se realmente abolisse a fanfarronice dos quartos temáticos, que atrapalham a proposta da casa-enganadora ao denunciar a estranheza de estarem eles na prisão dourada/estúdio de televisão.

Diferente é a casa britânica, que torna possível e real a natureza científico-midiática que gerou o programa, mesmo tendo essa sua natureza sido transformada em espetacular desde muito cedo.  A casa britânica é sempre diferente da anterior, sendo mudada de ano em ano em busca de efeitos de percepção espaciais diferentes.  Tal política desestabiliza os jogadores, e os fazem lembrar o tempo inteiro de que o que é vida é também um jogo, e de que o natural deles aparecerá POR CAUSA do espaço diagonal e não APESAR do espaço.  Por exemplo, houve uma casa em que o equipamento foi todo trocado de áreas (forno no quarto, geladeira no quintal, banheira na sala, máquina de lavar na despensa).  Houve uma casa completamente transparente por dentro, onde de todos os lugares se via, mas não se escutava, o que os outros estavam fazendo, elevando a paranóia a niveis impensados.  Houve uma casa invertida, onde o fora e o dentro mudaram de funções.  Enfim, foram até hoje doze casas muito diferentes, que geraram resultados muito diferentes em termos de territórios e sub-agrupamentos.

Há também um terceiro modelo de casa, bem comum na Europa continental e nos Estados Unidos.  Esse tipo de casa é a mega-compartimentada,onde há portas, salas, escritórios, jardins internos, muros e micro-lugares.  Esse modelo é parecido com o britânico no que tange estarmos em um cenário, mas se aproxima muito do modelo brasileiro de termos uma casa quase normal, pois nas casas não há a bizarrice temática tão comum do Reino Unido em termos estéticos e de práticas espaciais.  É importante notar que nos Estados Unidos houve algumas casas que puxavam para essa surrealidade vivida das casas britânicas, e estas casas americanas mais "doidas" produziram as temporadas mais polêmicas.

Portanto, um dos pontos bem importantes quando analisarmos esse Big Brother Brasil 12 será o espaço que será criado para o desenvolvimento do jogo.  E com certeza, haverá um outro post à época sobre isso.   Podem me cobrar. (Pedro Tapajós)

imagens:
http://tvnewsroom.co.uk/tv-talk/big-brother/big-brother-house-pictures-2011-11613/
http://worldofbigbrother.com/BB/USA/4/plan.shtml
http://revistanaweb.blogspot.com/2009/04/casa-atual-do-big-brother-brasil-sera.html

gravações dos anos 1920 remasterizadas!! VCS VÃO PASSAR !!!



se vc gosta de jazz e de música da época do Charleston, prepare-se para perder metade da sua vida a partir desse post aqui do philosopop!  Fuçando, descobrimos um arquivo gigântor de arquivos mp3 remasterizando diversos LP's da época (sim, aqueles 78RPMS de carnaúba e cera de abelha).  A qualidade técnica da remasterização é de cair o queixo.  Divirtam-se.

Link para a página original -->  clique AQUI

Não tem no Big Brother Brasil

Pessoa tão unique sem ser teatrinho fake (tá, já houve uma ou duas)/ Cenas do confessionário/ Narrador


LADIES AND GENTLEMEN --- IT'S NIKKI

Big Brother: a importância do tabuleiro (parte 1)



Quando o Big Brother chegou à sua décima edição no Reino Unido, marcou-se a ocasião de duas maneiras distintas: por um lado, sensacionalizaram-se cenas e narrativas ( o racismo de Jade, a transexual Nadja, o vilão Nick Bateman, brigas e confusões, etc.).  Ao mesmo tempo, um outro grupo de editores bolou uma série de documentários com entrevistas e fragmentos que faziam a pergunta: qual o sentido do Big Brother na sociedade global contemporânea.  O programa, inquestionavelmente, é um corte em termos de narrativas televisíacas bem como sua apresentação, comercialização, discussão e impacto.  Colocou-se em xeque a posição da ficção como plena construtora de sentidos; e abriu-se um leque gigantesco de questões para o pensamento contemporâneo.
Nesses documentários podemos ver diversos exemplos de como o impacto do programa é fato!  Do maior pop star tailandês saindo do armário em uma cena lindíssima gerada pelo pouso de uma borboleta ao arrepiante momento em que Cida percebe (metafisicamente) que sua irmã havia falecido fora da casa, alegorias são construídas nesse aleatório que se faz.  Porém, o programa é mais belo (na opinião deste que à vocês escreve) quando mais perto de sua proposta geradora: colocar pessoas para conviverem dentro de uma condição-cenário que EM NADA lembre as suas vidas.  Em outras palavras, ver a vida nascer depois de ser forçada a existir.  Que parâmetros funcionam de que maneiras para aqueles específicos grupos de pessoas.  ( e aqui, o grande erro do Big Brother Brasil: querer o mesmo grupo over and over and over again, transformando pessoas em tipos ou tropos vazios). 
Os documentários mostram diversos exemplos:  uma casa que durante duas semanas só tinha mulheres, pessoas e suas mães convivendo e sendo eliminadas em duplas, uma estrela no meio de 14 pessoas comuns, ou uma pessoa comum no meio de 14 estrelas.  Além disso, há casas com ex-casais que se separaram de maneiras ruins; e casas com uma maioria de pessoas “alternativas” (um cego, uma anã, um albino, etc.); há casas com segredos, casas com tarefas secretas, missões secretas, jogos e competições. 
O interessante para esse missivista e apreciador do formato é o que os habitantes fazem com as condições nada ideais de calor, companhia, pressão e temperatura.  E, nesses dias menos inocentes e mais cínicos, onde a internet atua como uma TV da TV, nos divertimos também ao vermos o que ELES fazem com aquilo que os ELES E ELAS fizeram. (por pedro tapajós)

Lana Pellay, a Divine que ninguém conhece





Das travas pop, a que brilhou foi Divine, mas Lana Pellay foi outra bem legal e interessante.  Apesar de no campo musical ter se dedicado ao Hi-N-R-G, Lana foi protagonista de um dos filmes mais bizarros e seminais da década de oitenta, "Eat the Rich". Notem a participação do incrível club kid Leigh Bowery no clip.

O coelho-pato de Wittgenstein assiste Big Brother Brasil (uma reverie)

O filósofo austríaco Ludwig Wittgenstein fez da imagem acima (o duck-rabbit) uma das peças mais importantes no pensamento contemporâneo.  Usou dessa imagem para definir -- ou melhor, exemplificar -- o híper-ícone, e talvez seja o coelho-pato uma das poucas coisas que o filósofo trouxe da sua primeira fase para a sua segunda fase filosófica, onde quase totalmente nega a si mesmo e cria quase uma segunda filosofada (por falta de palavra melhor).  Essa figura é tão importante por que também causa um terremoto que vai reverberar fortemente na Fenomenologia.  Pois bem, porque é tão importante essa imagem?  Pelo simples fato dela não ser e ser ao mesmo tempo, um verdadeiro paradoxo visual.

Antes de Wittgenstein se debruçar sobre esse HIPERÍCONE, a teoria do pensamento enquanto figuras ganhava força.  Basicamente (e MUITO toscamente) podemos dizer que os pensadores desse lado diziam que as imagens eram transparentes, ou seja, eram aquilo que eram, e era assim que nossas mentes as percebiam.  Coelho-pato derruba isso.

O olho não é mais confiável, filosoficamente falando.  A mesma imagem é coelho, é pato.  A imagem não explica mais coisa alguma; ela precisa ser explicada. 

E é isso que Wittgenstein começa a sorrir quando nos quebra as pernas.  O que veremos na casa do Big Brother Brasil, além do que já escrevi a respeito de edição e espaços, é a incapacidade de podermos nos basear apenas no que veremos, já que SERES não são objetos, e portanto não podem ser coisa além de um conglomerado de interpretações.  E é daí que virá a diversão, como todo ano vem.   Podermos usar a mesma imagem, as mesmas frases, para serem as provas cabais no nosso mundo, que já queremos ver.

A moda do ano 2000, pelos olhos dos anos 1930



Olhem como esse povo da década de 30 era ainda mais louco, mais divertido e mais ousado/experimental do que muitos do que se arrotam isso hoje em dia, oitenta anos depois!

Folk Pop Armenio -- inesperadamente moderno


Aqui no philosopop! nós temos uma obsessão não muito saudável com o folk pop, categoria pop.  É muito comum vermos (e exportarmos) um tipo de folk-pop, que origina nas músicas populares/popularescas, mas que já foi apopificado em extremo.  Os maiores exemplos brasileiros são o forró universitário e o sertanejo.  Porém aqui nós gostamos do folk pop (notem, sem hífen).   Essa é a música do povão, porém feita de maneira eletrônica e modernizada.  É a sombra do folk-pop pois é o lado que ama ser cafona, exagerado, lumpen, e vulgar.  Amamos a sem-vergonhice.

Acontece que musicalmente temos em geral produtos muito bons, que fora de suas culturas (onde são humilhados) soam e ressoam de maneira bem diferente, entre o odd e o interessante.  Eis um exemplo de um musicaço do folk armênio.  É trip-hop com toques de dubstep, com um batidão pesado, um clima sofisticadíssimo.  É interessante e glamurous como o DJ vasily é na Rússia.  Um philosoclássico!

Lumière, um micro-filme de David Lynch

A Rosana Hermann é uma pessoa muito generosa quando o assunto é conhecimento e informação.  Repartiu com o philosopop! um link para open culture ( www.openculture.com) onde há uma enorme quantidade de free stuff, de todos os formatos, para todos os objetivos, etc.  VISITEM.  Bem, lá descobri essa pequena jóia.  Aproveitem.

Em 1995, David Lynch fez um micro-filme de 55 segundos USANDO A CÂMERA ORIGINAL DOS IRMÃOS LUMIÈRE.  Em cinco micro-cenas, Lynch é capaz de contar uma estória tão profunda, e TÃO "lynchiana (Duuuuuuuuuuuuuuh)".  O mistério reside no exato centro, cena quatro. o que acontece ?

os coelhinhos peruanos


às vezes, quando alguém consegue ser muito philosopop!, eu me emociono e uma lágrima tenta escapar pelo canto do meu olho. mas, amargo que sou, não deixo a gravidade levá-la.
hoje, há pouco, o joão paulo, lá do nosso grupo no facebook, postou ISSO: