Posto Avançado: Hungria (inauguração)



Todos sabem que o Philosopop!, apesar de Brasileiro, forma dínamos no mundo todo.  Temos nossa principal embaixada na Romênia e no Khmer Rouge (que luxo, a embaixada e distante no tempo e no espaço).  Temos representações na Indonésia, na Rússia, no Japão e na Malásia.  O philosopop! mantém intercâmbios em toda a América Latina e na África.

Com toda a alegria anunciamos a abertura de nossa embaixada em Budapest, Hungria.  Na festa de inauguração, tivemos o prazer de contar com a presença de Rainha-véia-da-Primavera no sofá, junto com gatita perdida e tiozinho II -- a missão.  Cikis, o nosso cantor-em-amarelo, nosso charmoso tio playbackeiro é nivel Silvio Santos de alegria.  E o playback dá errado! Amamos. 

Estamos muito felizes com nossa nova embaixada!



O passado secreto dos Vingadores



Houve uma época em que filmes de super heróis se resumiam aos filmes da DC Comics, lembram? Christopher Reeve como Superman, Michael Keaton (et al.) como Batman, etc.  Essa época foi dura para os heróis da Marvel, que não conseguiam emplacar um filme sequer.  Claro, isso antes do sucesso dos filmes contemporâneos.  Obviamente, um herói tem que se virar, afinal tem que dar de comer para seus sidekicks.  Tocando o nadir da existência humana, os Vingadores produziram esse clip, antes da (re-)fama.  Aqui, ficamos tristes com a magreza do Hulk, a mudança étnica do Thor, a falta de ginga do Capitão América e a gostosura do Hawkeye. Divirtam-se.

O diamante achado nas profundezas do pântano



O philosopop! é um trabalho de amor.  Ele é produto de afeto puro, e do desejo de repartir esse afeto pelo inusitado, pelo diferente, pelo único...e, acima de tudo, pelo sincero com todos que se interessarem.  E portanto é importantíssimo se ter esse recorte afetivo quando da repartição.  O afeto nos leva a buscar, caçar, chafurdar, e descartar muito.  E há vezes em que  nada achamos.   Até que olhamos no pântano mais profundo... respiramos bem e mergulhamos.

Foi nesse jogo da apnéia que encontrei, bem, .... isso aqui.  É tão, mas TÃO, errado que dá certo.  O som é um funk proto-disco com mensagem social... O visual é pré-Village People, mas com discurso social.  A gata que dança tipo Cherokee é LINDA DE VIVER !!! É tudo tão bizarro...........bem philosopop mesmo. Espero que gostem assim como eu gosto!



Orlando Riva Sound -- Indian Reservation

O passado secreto de Alanis Morissette



Nem era tão vergonhoso. Alanis era a Paula Abdul.  Ou vocês nunca notaram que a Paula sumiu, a Alanis bombou.... A Alanis sumiu e a Paula voltou em American Idol.  Duuuuuuuh!

O passado secreto de Matheus Carrieri

eu quero molho especial, matheus
É 1987, e você tem fome.  Fome de modernidade; fome de internacionalidade; fome de consumir.  E junto a sua fome você encontra a vontade de comer, saborear, deixar escorrer na boca o molho especial.  Os dois hambúrgeres carnudos no pão branquinho e macio...hmmm, o queijo e o picles fazem o sabor ficar mais forte... Chega a ser pornográfico!  ... E de pensar que aquele lindo lindo modelo manequim cantor e gatinho, que aparece melhor ao fim do comercial, tornar-se-ia um dos mais famosos casos do que a celebridade tipo C pode fazer.  De atorzinho-verve-wolfmaya a participante de reality show... desaguando no mundo porn, onde ele foi carne e salsicha... temos... Matheus Carrieri, e seu passado secreto de modelinho-de-anúncio de McD.

I've got the moves like Malika Kalantarova



Até agora o grande mistério (além do prime mystery "what the fuck is going on?") é se Malika Kalantarova é na verdade o Russo ou o Marquito.  Se bem que ela se parece com o Edejamir, irmão de Aliéllison, que trabalha no postinho Guanabara.  

Aparentemente Malika pesquisa dança.  E depois transforma em uma paródia hiper-kitsch de movimentos aleatórios.  De qualquer maneira, Malika Kalantarova é, com certeza, uma philosomusa! obrigado, @mrpanta , por abrir essa torneira de sentidos!!!

KinderTraumata03: Virando Robot, Virando Pesadelo (with Eugênio, o Mordomo)


 Uma das coisas mais interessantes quando começamos a revelar alguns de nossos traumas midiáticos infantis é a enorme quantidade de pessoas que (têm o mesmo trauma que você) ou (têm outros traumas bem interessantes).  Meu amigo de twitter, @mordomoeugenio , tocou em um kinder trauma que reverberou em mim enormemente já que eu também o sofrera.  Em Superman III (supostamente uma comédia) temos um Richard Pryor idiotizado fazendo papel de hacker [não, esse não é o trauma, apesar de ser um ótimo candidato a tal].  Temos também duas ajudantes do vilão, uma loira e uma morena...Como estamos falando de WASP's, adivinhem quem se dá mal? Claro, a morena...  Vejam o que acontece com a pobre coitada, e vejam se isso não é combustível para duzentos mil pesadelos posteriores... a mulher-robô de Superman III


KinderTraumata02: A morte de Mombi



Mombi era uma bruxa que existia nos livros originais, mas que não teve muita relevância nos anos cinqüenta e sessenta, já que no filme que marcou o imaginário exploravam-se outras estórias.  Pois bem, em 1974 fez-se uma animação de uma outra parte das obras, o "Journey Back to Oz".  E temos Mombi, a bruxa (que em português foi magistralmente dublada por Ida Gomes), fugindo de um plano que deu errado.  E para se disfarçar, vira flor...uma flor com espinhos venenosos.  Toto, o cão de Dorothy, assusta uns ratos, que assustam uns elefantes, que causam confusão --- uma manada ensandecida de elefantes brancos ESMAGA Mombi, e traumatiza o pobre philo- que vê a morte da bruxa em real time.  Kinder Traumata total.

O mais estranho é que quase ninguém lembra de Mombi, ou desse desenho, sendo que passou MUITO no SBT depois que passara MUITO na Globo...

KinderTraumata 01: A Máscara do Futuro

a máscara do futuro não tem um outlook muito, digamos, positivo

Recentemente troquei ideias com a @alesie --  Alessandra Siedschlag ( amigaídala do coração ) e comentamos a respeito de Der Struwwelpeter (um dia postarei, dentro desta mini-série que inauguro agora).  Falamos sobre esses livros que assustam para trazer moralidades.  Então, comecei a revisitar (agora sob a égide de humour) alguns dos meus traumas de infância mídia-induzidos.  Ou seja, coisas que apareciam na mídia e que me deixaram COMPLETAMENTE apavorado!

Começo a série com o mais apavorante story-arch do Sítio do Pica-Pau Amarelo, esse tradicional habitante da nossa semiosfera brasileira.  Eis que, chegado o fim de um arco, o Sítio começa o novo. Era o ano IV, e as estórias já estavam cada vez mais loucas e cada vez mais integradas na continuidade da série (que já haviam explorado a maioria dos livros e começavam a explorar novos temas, mais fantasiosos).  De repente, ouvimos um tema lúgubre, pesado.  A vinheta assustadorésima, remanescente de Dr. Who.  A estória era de uma máscara encontrada por Emília (meio que roubada de uma cigana -- it's complicated) e que permitia que o usuário vislumbrasse o futuro.  Abria espaço para diversas realidades paralelas, a premissa do arco.  E foi PESADO, extremamente PESADO.  Lembro-me de diversos momentos tristes.  E só. Acho que bloqueei a maior parte...mas o tema, e a máscara, até hoje me apavoram. Era 1980, eu tinha 10 anos.



VEJAM um fragmento... muito deprê em 5:15


Wagner Montes e Sol CANTANDO !!! êÊêÊê



O mais lindo nessa apropriação dos instrumentos de produção cultural tecnológicos pelo lumpenproletariado é a inesperada arqueologia da imagem televisiva que surgiu.  Seu maior vetor de operação, com certeza, foi o youtube (talvez um dos mais libertários instrumentos de comunicação da nova-massa).  Há coisas que, de tão efêmeras, irrelevantes, ou microscópicas, passariam incólumes, sem quase fazer uma casquinha sequer na existência-do-arcabouço-pop(ular).  E eis que o youtube, e algum alguém raro, que não só gravou como guardou por tanto tempo esses videos, fazem ressurgir imagens esquecidas.  São memórias que não existiam, e agora passam a existir.  É L-I-N-D-O isso.

Eis Wagner Montes. Eis Sol. Eis o que se passa na minha cabeça ao ver isso.

o camisão parece estar na moda, assim como o macacão-capri.  Na cabeça as moças usam gaze.  As macacas de auditório enlouquecem com a mala pendente de wagão da perna de pau. sol é uma sub-shoosha de trinados agudíssimos. já notamos a pancinha de Wagão, mas não conseguimos tirar os olhos do pintão amarelinho na plateia.  e mais ombreiras, e terninhos, e camisões. diaxo de moda horrenda.  as she-monkeys agarram wagner, que sai andando com sol. "deixa que eu chuto" o video sem sincronia é melhor aínda. tudo é muito errado. TUDO.  o agudo de sol faz cachorros uivarem. a dancinha das cuquíras poderia ser para um axé e não pra uma música llllllenta.  e a voz do gugu?


Julia Perez: mais macha que MIA, mais doida que Gaga!

A indonésia é um país periférico que se ergue hoje em dia assim como o nosso Brasilzão.  Fomos, assim como eles, colonizados, explorados, massacrados, etc.  Com as novas configurações pós-Guerra Fria e a queda do comunismo, nós experimentamos agora uma entrada da periferia cultural na agenda séria de discussões de eixos de consumo e produção de entretenimento.  Assim como temos o nosso technomelody, os indonésios têm o Dangdut.  



Ao ler essa entrada da Wikipédia sobre o Dangdut, temos a impressão que estamos lendo algo sobre o forró ou o technomelody, sintam:

O Dangdut é um gênero de música popular da Indonésia, que é parcialmente derivada da música malaia, árabe e  Hindustani. Ela se desenvolveu nos anos 1960 e 1970 entre os jovens da classe operária muçulmana em Java, mas no início na década de 1990 chegou a uma ampla gama na classe mais baixa indonésia, Maláia e do sul das Filipinas.

A banda de Dangdut normalmente consiste em um vocalista, masculino ou feminino, apoiados por quatro a oito músicos. Os instrumentos geralmente incluem uma tabla, bandolim, guitarra, e sintetizadores. O termo foi ampliado a partir da música do deserto,e é um estilo para abraçar outros estilos musicais. O Dangdut moderno incorpora influências da música pop oriental, do ocidental rock, house music,  hip-hop, R & B contemporâneo e reggae.

A maior expoente desse estilo, no momento, é Julia Perez.  Seu som é muito parecido com o da banda AR-15, lá do Pará, e ela é muito atacada por conservadores muçulmanos (que fazem campanhas fortíssimas contra ela).  Entretanto, o seu estilo de Dangdut electro-gretchen faz um enorme sucesso, junto com as dancinhas sexy e roupas ridículas à lá gaga.



We heart Julia Perez.  Nós amamos sua coragem, sua sexyness, sua luta pela libertação da mulher.   Amamos sua voz pequena, e amamos o fato dela vulgarizar um estilo quase caipira.  Amamos ela ser uma mulher pop forte que não tem medo de ser quem é, jovem e moderna, na discussão pop mundial.