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KinderTraumata03: Virando Robot, Virando Pesadelo (with Eugênio, o Mordomo)


 Uma das coisas mais interessantes quando começamos a revelar alguns de nossos traumas midiáticos infantis é a enorme quantidade de pessoas que (têm o mesmo trauma que você) ou (têm outros traumas bem interessantes).  Meu amigo de twitter, @mordomoeugenio , tocou em um kinder trauma que reverberou em mim enormemente já que eu também o sofrera.  Em Superman III (supostamente uma comédia) temos um Richard Pryor idiotizado fazendo papel de hacker [não, esse não é o trauma, apesar de ser um ótimo candidato a tal].  Temos também duas ajudantes do vilão, uma loira e uma morena...Como estamos falando de WASP's, adivinhem quem se dá mal? Claro, a morena...  Vejam o que acontece com a pobre coitada, e vejam se isso não é combustível para duzentos mil pesadelos posteriores... a mulher-robô de Superman III


KinderTraumata02: A morte de Mombi



Mombi era uma bruxa que existia nos livros originais, mas que não teve muita relevância nos anos cinqüenta e sessenta, já que no filme que marcou o imaginário exploravam-se outras estórias.  Pois bem, em 1974 fez-se uma animação de uma outra parte das obras, o "Journey Back to Oz".  E temos Mombi, a bruxa (que em português foi magistralmente dublada por Ida Gomes), fugindo de um plano que deu errado.  E para se disfarçar, vira flor...uma flor com espinhos venenosos.  Toto, o cão de Dorothy, assusta uns ratos, que assustam uns elefantes, que causam confusão --- uma manada ensandecida de elefantes brancos ESMAGA Mombi, e traumatiza o pobre philo- que vê a morte da bruxa em real time.  Kinder Traumata total.

O mais estranho é que quase ninguém lembra de Mombi, ou desse desenho, sendo que passou MUITO no SBT depois que passara MUITO na Globo...

KinderTraumata 01: A Máscara do Futuro

a máscara do futuro não tem um outlook muito, digamos, positivo

Recentemente troquei ideias com a @alesie --  Alessandra Siedschlag ( amigaídala do coração ) e comentamos a respeito de Der Struwwelpeter (um dia postarei, dentro desta mini-série que inauguro agora).  Falamos sobre esses livros que assustam para trazer moralidades.  Então, comecei a revisitar (agora sob a égide de humour) alguns dos meus traumas de infância mídia-induzidos.  Ou seja, coisas que apareciam na mídia e que me deixaram COMPLETAMENTE apavorado!

Começo a série com o mais apavorante story-arch do Sítio do Pica-Pau Amarelo, esse tradicional habitante da nossa semiosfera brasileira.  Eis que, chegado o fim de um arco, o Sítio começa o novo. Era o ano IV, e as estórias já estavam cada vez mais loucas e cada vez mais integradas na continuidade da série (que já haviam explorado a maioria dos livros e começavam a explorar novos temas, mais fantasiosos).  De repente, ouvimos um tema lúgubre, pesado.  A vinheta assustadorésima, remanescente de Dr. Who.  A estória era de uma máscara encontrada por Emília (meio que roubada de uma cigana -- it's complicated) e que permitia que o usuário vislumbrasse o futuro.  Abria espaço para diversas realidades paralelas, a premissa do arco.  E foi PESADO, extremamente PESADO.  Lembro-me de diversos momentos tristes.  E só. Acho que bloqueei a maior parte...mas o tema, e a máscara, até hoje me apavoram. Era 1980, eu tinha 10 anos.



VEJAM um fragmento... muito deprê em 5:15