Pop Norte-Coreano: uma fronteira ignorada

momento lindo em 1:29

A música popular serve apenas para manifestar amor ao nosso grande líder Dilma III (aka Kim Jong-Un) ou para trazer memes melódicos tão, mas TÃO bubble-gum contaminantes quanto essa linha do assivo na canção "Whistle" 

  "휘파람(Whistle)" 北朝鮮歌謡"口笛"



É meio entristecedor perceber que a cidade de Pyongyang é quase fantasma....e que não há luz nas ruas.   Tudo é vazio.  Os modelos parecem meio....emaciados, e não de uma maneira FIERCE !! ... Pelo menos, o final é razoavelmente feliz, dentro dos padrões da mais miserável ditadura contemporânea.  E a música? Absurdamente viciante e linda.

Welcome to Philosopop 42!

uma criança ODIOSA, ou seja, nós a amamos!

Cecilia Cassini aparentemente é a mais jovem designer profissional nos Estados Unidos. Ela é detestável, afetada, ridícula, artificial ---------- portanto, obviamente, amamos!


Adorem odiá-la como nós o fazemos.

não adianta xoxar o folk dos outros se não olhar o nosso







Vejam como o Brasil é um continente em si mesmo... Temos praticamente uma Romênia meets Rwanda todo próprio.  Não sei o que me marca mais... o programa ou o cantor....quiçá tenha sido a canção...

psicodélico funk R&B Ucraniâno da década de 70 : aqui tem



Psicodelia Ucraniâna da década de 1970.  Notem como havia todo um groove, um spirit, uma musicalidade swingada.  E...ao mesmo tempo.... uma coisa meio..vodka babush! oya!



Thank you, @prcker , for being such a researcher.
Obrigado querida, obrigado. Linda a minha amiga. Belíssima.

Reality Shows de Habitação e a VERDADEIRA TELEVISÃO




Os reality shows são um formato televisivo recente (se comparados aos formatos já existentes historicamente) e são também alguns dos mais combatidos por uma suposta "intelligentsia" cultural que os consideram banais, basais, e apelativos.  Porém, se olharmos um pouco mais atentamente ao formato, seu espaço de existência e o tipo de ataque que sofre, podemos enxergar uma série de sentidos articulados pelos detratores que acabam por apontar para algo que nós aqui do Philosopop! defendemos com unhas e dentes. Os reality-shows do estilo: o Big Brother, A Fazenda, e O Trio (para citar os três mais relevantes no Brasil) são formatos NECESSARIA- E ESSENCIALMENTE televisíacos, e atacá-los é negar à televisão seu estatuto fundador.



Para tal argumentação ser feita,  temos que primeiro estabelecer algumas das características que FUNDARAM a televisão quando esta surgiu e, a partir dessas, analisar como o funcionamento desses reality shows CUMPREM a missão televisíaca muito mais fielmente que a maior parte dos programas atuais.

O Estatuto Fundador da televisão 

Para diferenciarmos a televisão do cinema ou teatro escolheremos uma estratégia positiva, afinal queremos saber o que é a televisão e não o que ela não é.  Olharemos para seu momento fundador, quando ela se coloca como um meio de comunicação, pois é lá que surge sua essência (ao contrário da convergência à singularidade atual, onde ela, já estabelecida, começa a se misturar com outros meios).



Vejamos: a televisão essencialmente transmite imagens, sons e textos de um pólo central para receptores espacialmente diversos. Temos uma central de emissão e milhares de receptores que consomem os produtos midiáticos que a eles chegam.  Já podemos sentir uma característica bem forte, afinal é a TV que chega às pessoas, sem que estas tenham que se deslocar para consumi-la.  As TV's permitem a navegação individual por entre programas que são transmitidos em dados horários por canais e redes. (Lembramos mais uma vez que estamos olhando para a TV quando esta surge, obviamente).  Antes do video cassette, tínhamos toda a programação ao vivo, como se o rádio e o teatro tivessem se  juntado ao cinema para chegar às casas das pessoas.  Esse "ao vivo" e essa "unidirecionalidade" da mensagem deram à TV esta dimensão tão ampla, global e autoritária.  O advento do video cassette e da reprodução técnica de imagens e sons passados, e sua posterior re-transmissão, causa o cisalhamento igual ao que a fotografia causou na pintura (Benjamin)



Da televisão em si, começamos a enxergar na sua gênese a criação de formatos próprios, como o telejornal (pois atualizava, ao vivo, notícias E as mostrava visualmente, indo além do rádio).  Tinhamos também a visualização dos anúncios (como um híbrido de revista e rádio) chegando às nossas casas.  Porém, a TV não se restringia a formatos importados de outros meios: novelas e séries são cinema, assim como programas de reportagens são documentários.  Os programas infantis são as matinées do cinema, com tias e tios pra cuidarem dos petizes.  Humor, no Brasil, é basicamente o "balança mas não cai" do rádio, all over again.

Mas então surge uma produção que abre uma dimensão não-esperada e completamente pura no sentido "semiose televisíaca": os reality-shows. Para entendermos bem a diferença dos Reality Shows para o resto da programação precisamos primeiro distigunir dois tipos de reality-shows.



Duas categorias de Reality Shows

  • os Não-sincrônicos: Troca de Família, No Limite, Top Chef, Rola ou Enrola, etc.  São programas que são gravados anteriormente e não têm script per se, mas não são realities comme il faut.  O produto já é editado, empacotado e resolvido antes de ir ao ar.  Não há nada que o diferencie de uma reportagem do Globo Repórter ou Globo Esporte. ou até, de uma obra de ficção.

  • os Sincrônicos: ou seja, reality shows de convivência, onde O JOGO ACONTECE DURANTE SUA TRANSMISSÃO.  Nesses realities, temos um misto de "ao vivo" interno e "edição" diária.  Os programas não irão ao ar DEPOIS, podendo ser editados de QQR jeito.  Eles são editados à medida que as estórias se desenrolam...estão escravizados por essa coisa chamada "realidade".  Não há como se re-filmar, ou re-fazer cenas.  O que surge é o que temos para hoje.  E por mais que possa haver manipulação nas PRÉ-condições de existência, aquilo que desenrola....bem, acontece.  Não se pode reviver um segundo, um minuto, uma hora.  O que se pode é correr atrás, tentar editar de maneiras manipuladoras aquilo que aconteceu, etc.  Mas, mesmo isso corre o risco de implodir, com o live streaming e a internet e seu olhar atento.


Realities de Habitação, ou sincrônicos, são, como visto, os mais televisíacos dos formatos na TV.  Eles existem nesse espaço contínuo e analógico do tempo vivido em 24 horas, fluxo contínuo.  Não é como a novela, que é ficção, escrita e encenada, editada e empacotada pra consumo posterior. Os realities são a vida, e podem ser espaço para o inesperado e o inusitado.  Quando a grade volta aos seus programas pré-preparados, a casa do Big Brother e a Fazenda e o Trio não param...Sua televida continua, suas imagens continuam sendo geradas.  E como a TV no início, ela não se priva de interromper, causar e pulsar.  Não é, como os seriados e programas de ficção,  um filme em etapas, não é um teatrinho pré-preparado com fim em vista. O reality show de habitação está na mesma esfera que o programa de variedades, o esporte, e o telejornal.  É algo IMINENTEMENTE televisivo E é por isso que esses reacionários anti-realities os odeiam tanto.  Tratam-se de realidades que não se submetem às ficções pré-paradas nas caixinhas tão bem determinadas na grade da vida.  A vida oferece personagens menos articulados que os reluzentes personagens de ficção.  Os reacionários só aceitam o documentário, onde eles detém o falo do poder da fala. Os realities tiram esse espaço do documentarista e colocam no lugar outros, uma máquina talvez.


Prolegômenos a uma teoria das Boy-bands: Steklovata



Ao se construir um campo teórico para a posterior análise de objetos do repertório taxonômico, partimos, aqui no philosopop, da premissa hjelmsleviana de que a Semiótica-Linguagem-Natural perpassa e é "ar" para todos as outras semióticas.  Portanto, iremos olhar com atenção o objeto "Clipe de Novij God da boy-band russa Steklovata" para identificiar primeiras linhas de possível posterior investigação.


O objeto:



O esmiuçamento:


fundo infinito, pior chroma-key do kosmos. introdução musical, mostrando os "belos"rostinhos. Seriam todos os membros filhos de um mesmo casal? de irmãos? parecem meio geneticamente desfavorecidos. o da direita tem uma dismorfia de gênero (ou é só uma bissinha).. o de quadrados negros na suéter sensata é um pouco atrasadinho cognitivamente ... o de trás parece ser o garanhas da família (ultra-hormônios? XYY?) .. e é melhor eu não tecer comentários sobre o comportado da esquerda. posso ser judicialmente acionado.-- a música me magoa de tão ruim... e eis que o atrasadinho TAMBÉM é BANGUELO ...Tudo está meio errado... mas a música é infecciosa, estou cantando nove gód aqui sozinho... Eles não dançam muito, não são gatos, mas são simpáticos... Nuvem nuvem nuvem got .... Seria isso um clip mesmo ou uma daquelas brincadeiras de shopping center? ... e de repente um sino em 3D studio me encanta.... E eles se soltam mais um pouco, a fama está subindo-lhes às cabeças... nuvem nuvem nuvem got ... 

Steklovata, definitivamente uma experiência estética!!!

melhor clip do mundo: Comanchero MoonRay

 X motivos para você amar isso


  • a música é uma delícia: um synthpop da categoria cafona II -- classuda, cremosa e com arranjos bem épicos.
  • o cenário em chroma-key, com indios em 8-bit passando repetidamente, qual um desenho da década de 30 ou 40.
  • o corpo de baile tão teatral quanto um Village People heterosexual, com sua coreô dramatique, interpretativa e figurativa.
  • as lindas roupas, as lindas roupas, as lindas roupas.
  • o completo absurdo disso tudo.

Hungria 02: a vidente caliente



Então você quer saber seu futuro. Então você liga pra tiazona psíquica que vê o futuro.  Você gasta dinheiro esperando na linha.  A vidente parece a Dona Maragi, secretária do Seu Rivonaldo.  À sua frente, uma bíblia (ou seria o livro de direito constitucional Húngaro?).  Agora me digam uma coisa...

Como confiar na vidência de uma tia que não vê o que irá acontecer consigo?

A melhor heroína do KOSMOVERSO: Estrela Fascinante Patrine




Isso é tão genial que consideramos matéria básica philosophaculdade de amar.  A Estrela Fascinante Patrine ( numa distribuição DE CARA FILMES ) é uma local heroine, ou seja, tem poderes e tal, mas sua área de abrangência é de apenas um ou dois distritos na cidade.  Usa a identidade secreta de Sayuri, típica filha de classe média japonêsa e tem dois irmãos.  A menina (gordottinha) é (secretamente) a Estrela Fascinante Pequena Patrine.  Ambas não sabem que a outra é uma superheroína....CALMA! Fica melhor....

O irmão da Sayuri tem um clubinho de amigos trapalhões (e hiper bizarros). Eles formam o Clube Patrine, que idolatram a heroína.  Patrine enfrenta inimigos do naipe do Espírito de Napoleão, O costureiro, Sr. Demônio, etc.  É tudo TÃO LINDO ... tão estranho...e tão NÃO para crianças que nós do philosopop! elegemos Patrine como patrimônio diagonal-cultural-universal.  Assistam até o final!!! É um episódio completo! É TÃO ABSURDO...cada minuto contém tanto conteúdo diagonal... lindo mesmo.

Nesse episódio a gatinha antipática sedutora Leiko Arai pede para que os meninos procurem uma tradição da família Arai, o vinho misterioso da eterna beleza de Napoleão Bonaparte (ou algo bizarro assim.... JURO...não estou inventando)

O passado revelador de Carla Perez

carla perez: com muito <3 pro @joaomarcio


Já era possível em 1994 vermos o talento da futura Sra. Xanddy se revelando nessa super coerente propaganda de loja de roupas de atacadão!  A Seara, moda Cotton, Moda Jovem e Gestante mal sabia a bombshell baiana que tinha em mãos...

O anúncio em si é uma escalada acelerada de horrores, sejam as danças, os cabelos, os preços e a proposta toda.  Por isso, amamos!