O TRIO ( fragmento 0)

O intelectual Nicholas Johnson não é muito conhecido aqui por essas bandas, mas criou uma das frases mais corretas do kosmos a respeito da TV: "All television is educational television. The question is: what is it teaching?”  ("Toda televisão é educativa.  A pergunta é: o que ela está ensinando?" )

O Philosopop, munido dessa citação como compasso moral, resolveu fazer uma seqüência de posts dedicados ao mais novo sucesso da televisão mundial, que atende pelo ridiculamente óbvio minimalista nome de O Trio: reality.

O post de hoje começa (durrrrrrr) no início: 

O que nos ensina a abertura do programa?


A abertura do programa nos ensina que a Bahia é uma realidade paralela que mereceria estar no mais estranho episódio da primeira temporada de Além da Imaginação. (Se Além da Imaginação tivesse tomado peyote com capeta e guaraná, tivesse colocado um abadá e partido para pular Carnaval na pipoca atrás do Asa no Circuito Barra-Ondina) Nessa existência baiana, as pessoas moram em caminhões e suas fotos são mostradas do lado de fora.  As pessoas  têm três sexos.  Masculino, Feminino, e o frame do meio do videozinho de morph entre Luiz Caldas e Gilmelândia. Por falare em nomes bizarros, os nomes de lá se parecem muito com os nossos, mas podemos ver que não  estamos realmente na nossa dimensão pois, ao final da vinheta, presenciamos o nome Werles. .Na dimensão onde nós habitamos, essa combinação sonora (u-ér-les) jamais ocorreria em situação de fala em condições normais de pressão e temperatura.  Talvez a mãe dele tenha feito promessa, e o nome seja de alguma divindade local...  Por algum motivo, Ana Célia não porta um sobrenome como os demais... Talvez tenha sido promovida a algum status hierárquico superior e não precise mais da alcunha patriarcal...algo como uma Cher, uma Madonna, uma Gretchen.  Aliás, como seria uma versão de Glétssen nesse estranho mundo paralelo? É melhor nem cogitar, porque poderiamos acaber por invocar C'thulluh e, bem,  não teriamos mais realidade paralela, né? ... Então, continuando nosso primeiro encontro com esse modo peculiar de existir, notamos que são todos muito bonitos, até mesmo o híbrido, da sua maneira digamos ....erm.....quer dizer....umh.........única.  Podemos perceber também que todos se mexem muito. E são muito alegres. E sorriem muito. E são alegres. E são simpáticos  E são tão alegres que nem sentem vergonha de ficarem olhando para uma câmera fazendo essas dancinhas e movimentozinhos durante a gravação. As mulheres.....(e Leo Kret)............ fazem questão de mostrar que são donas de seus cabelos, otherwise eu terei que aventar a hipótese de que o que elas fazem é uma dança, o que me recuso a fazer!  Os rapazes...........(e Leo Kret)........... parecem ter uma tendência para apontar pra câmera. ...........Uma outra diferença gritante entre as dimensões é a propensão deles a enviar beijos a esmo.  Todos distribuem beijos. Muitos beijos. .................................................... Deve ser alguma forma peculiar de comunicação.


Essa seqüência de posts (CLARO QUE NÃO SERÁ SÓ ESSE) é totalmente culpa de @marcellyb no twitter...sigam-na!

3 comments:

  1. eu quero, eu quero, eu queroo!

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  2. Philosopop,
    O ponto principal de sua análise é a conclusão que a Bahia é uma realidade paralela. Como uma cidade consegue ser tão impregnada pelo Axé? Nada contra o gênero. Mas, se a minha cidade maravilhosa aderisse ao movimento de reality regionalista, qual seria o correlato ao axé? O funk?
    Esta abertura é tão frutífera que eu sugiro a observação de mais dois detalhes.
    Primeiro, no verso "você vai se entregar a um novo desafio", a participante chamada Rosiane Alves arremessa algo vermelho para a câmera. Que objeto não identificado é esse? Seria uma calcinha?!? Tal ato seria inspirado na participação de Val Marchiori no Agora é tarde??
    A propósito, quando o quesito é comportamento social, a Valdirene combina muito mais com o reality baiano do que com o paulista.
    Segundo, porque o editor da abertura resolveu transformar, em meio a um bate cabelo, o Léo Kret em Rosiane Pinheiro?? Vontade inconsciente?

    Um beijo,
    Marcelly Brandão

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  3. Anonymous22.1.12

    kkkk VA de ser baiana...

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